terça-feira, 25 de março de 2014

Entendendo a história

                                                        

        

 “Não posso ficar nem mais um minuto com você

 

Sinto muito amor, mas não pode ser
Moro em Jaçanã,
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã.
Além disso, mulher
Tem outra coisa,
Minha mãe não dorme
Enquanto eu não chegar,
Sou filho único
Tenho minha casa para olhar
E eu não posso ficar.”


 

A história do Parque da Cantareira é umbilicalmente ligada à trajetória do Trem da Cantareira, que por mais de 50 anos serviu o extremo norte da cidade. Desativado em 1964, o trem levou junto com ele a freqüência do parque. Ficou difícil chegar até lá. Esse trem é o mesmo cantado por Adoniran Barbosa no samba "Trem das Onze".
O Trem da famosa musica existiu mesmo,e funcionava desde 1894.Construído apenas para instalar e levar dutos de água da região da serra da Cantareira ao centro de São Paulo, onde a vida urbana já efervescia, ele foi extinto.Mas que iria imaginar,naquela época de sua construção, que aqueles pequenos vagões sobre a bitola de 60 centímetros seriam tão populares. No início do século 20, a linha passou a ser utilizada pelos paulistanos,principalmente aqueles que queriam fugir um pouco da vida urbana para passar agradáveis tardes na Cantareira. A população cresceu, no entanto, acabou expandindo bairros até então distantes, como Santana, Jaçanã e Tremembé. Foi ai que os morados de lá começaram a usar o trem também para se locomover para o trabalho. A partir de 1940, as bitolas foram expandidas para 1 metro, a fim de adaptar os trilhos ao número de passageiros – em 1945, eram 20 mil por dia. Ao mesmo tempo, ninguém esquecia que a linha tinha seus dias contados desde sua criação, pois tinha sido feita só para o transporte de dutos de água.

 



Trecho - Tucuruvi - Jaçanã - Guarulhos

 

Em 1964, começou o desmonte da linha, foi suprimido o trecho entre a Estação Tamanduatei e a primeira estação Areal, um ano depois o trecho Areal - Guarulhos foi suprimido. Os trilhos foram retirados logo depois e as estações foram demolidas. Nos dias de hoje, grandes avenidas e o Metrô passam pelo antigo traçado.

 

 

 
Hoje, a Linha-1 Azul do metrô passa no antigo trecho Areal até Tucuruvi, e o Corredor de Ônibus
EMTU Tucuruvi-Taboão passa no trecho que ia da Vila Mazzei até Guarulhos.

 

 

 


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